Temer autoriza compra de silêncio de Cunha e dono da JBS entrega gravação durante delação ao ministro Fachin
Qui, 18 de Maio de 2017 00:28

O mundo caiu sobre a cabeça de Michel Temer na noite desta quarta-feira, dia 17, quando veio à tona o conteúdo da delação de Joesley Batista, e seu irmão Wesley, donos da empresa JBS, ao ministro Edson Fachin, do Superior Tribunal Federal (STF).

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Nela, Temer foi gravado ao ser informado  de que Eduardo Cunha e Lúcio Funaro estavam recebendo uma mesada para permanecerem calados e incentivou a continuidade da ação: "Tem que manter isso, viu?".

Em outra ocasião, o presidente ilegítimo indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) para resolver um assunto da holding J&F, responsável pela JBS. Depois disso, o deputado foi filmado recebendo a quantia de R$500 mil reais de Joesley.
A bomba que tirou o sono de Temer é maior que a delação da Odebrecht, mas apesar das provas evidentes ele nega envolvimento com o recebimento de propina e sobre o pagamento à Cunha.
Aécio recebe dois milhões - Quem também foi citado por Joesley foi o senador e presidente nacional do PSDB, Aecio Neves. Em gravação divulgado pelo empresário, o senador pede R$2 milhões de reais, valor entregue a um primo de Aecio.

A ação foi gravada pela Polícia Federal que também rastreou a quantia e a descobriu depositada na conta de uma empresa do senador Zeze Perrella (PSDB).


Dez mil vão às ruas em São Paulo - Após a divulgação da delação dos donos da JBS, milhares de pessoas foram às ruas pedir a saída de Temer da presidência. 
Em São Paulo, mais de dez mil manifestaram contra o presidente e a favor de eleições diretas. Integrantes da Frente Povo Sem Medo, que discutiam as reformas Trabalhistas e da Previdência no vão livre do MASP tomaram a avenida Paulista assim que as notícias foram divulgadas. 
Na capital federal, o povo manifestou-se em frente ao Palácio do Planalto, mas a Polícia os afastou para a praça dos Três Poderes com a utilização de gás de pimenta.