Sindicato dos Bancários participa de dia histórico para o país no “Ocupa Brasília”
Qui, 25 de Maio de 2017 12:53

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Mais de 200 mil pessoas protestaram contra as reformas, pediram eleições diretas
e a saída de Temer da presidência

 

O dia 24 de maio entrou para a história pela luta dos direitos trabalhistas no país. Mais de 200 mil pessoas ocuparam a Capital Federal nesta quarta-feira protestando pela manutenção dos direitos dos trabalhadores, contra as reformas Trabalhista e da Previdência, pela convocação de eleições diretas e saída imediata do presidente ilegítimo Michel Temer.

Representantes do Sindicato dos Bancários de Guarulhos foram à Brasília juntar-se às Centrais Sindicais e mostraram ao Brasil que Temer não tem condições de governar o país por ter sido delatado e agora investigado pelo Superior Tribunal Federal (STF) e por ser o maior responsável pelo ataque aos direitos dos trabalhadores.

Em repressão à democracia, Temer convoca Exército para conter manifestantes - Por volta do meio dia, a marcha deixou o Estádio Mané Garrincha e seguiu rumo ao Congresso Nacional de forma pacífica e organizada, mas foi impedida pela Polícia Militar e Legislativa de ocupar o gramado.

 Mas, como sempre acontece em protestos organizados pelos trabalhadores brasileiros, a Polícia agiu de forma repressora, tentando impedir o direito de manifestação de protestantes de todo o país e os recebendo com balas de borracha e gás lacrimogêneo, atacando, inclusive, crianças.

Aproveitando-se da confusão instalada pelo Estado e sob o mentiroso pretexto de manter a ordem, o presidente ilegítimo convocou, através de decreto, que as Forças Armadas ocupem Brasília por uma semana, reprimindo a democracia e declarando praticamente estado de sítio na Capital Federal.

De acordo com o Ministério da Defesa, mais de 1,5 mil militares irão às ruas com o único objetivo de conter trabalhadores que protestam de forma pacífica pela manutenção de seus direitos e que pedem por novas eleições presidenciais, entre eles 200 fuzileiros navais.

Dia termina com 49 feridos e PM utilizou arma de fogo contra manifestantes – A truculência policial resultou em 49 feridos – oito Policiais Militares e 41 manifestantes. Um manifestante teve a mão dilacerada e perdeu três dedos enquanto participava de atos contra o governo federal na Esplanada dos Ministérios. Vitor Rodrigues Fregulia foi socorrido ao Hospital de Base de Brasília e ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

 

Ainda durante os protestos, dois Policiais Militares sacaram armas de fogo: um atirou para cima e outro em direção aos manifestantes enquanto dizia “bora recuar”. O comando da PM informou que analisará as imagens da truculência de seus policiais.

 

Prédios que abrigam os Ministérios da Agricultura e da Cultura foram incendiados e, por conta deste episódio, todos os ministérios foram evacuados. Não há registros de feridos.

 

 

Luta continua – A luta pelos direitos dos trabalhadores não acabou. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais continuarão a batalha pela defesa da democracia e se reunirão para discutir a continuidade da luta e, caso as reformas continuem tramitando no Congresso, uma nova greve geral – maior que a do dia 28 de abril – está prevista.

Mais de 200 mil pessoas protestaram contra as reformas,
pediram eleições diretas e a saída de Temer da presidência
O dia 24 de maio entrou para a história pela luta dos direitos trabalhistas no país. Mais de 200
mil pessoas ocuparam a Capital Federal nesta quarta-feira protestando pela manutenção dos
direitos dos trabalhadores, contra as reformas Trabalhista e da Previdência, pela convocação
de eleições diretas e saída imediata do presidente ilegítimo Michel Temer.
Representantes do Sindicato dos Bancários de Guarulhos foram à Brasília juntar-se às Centrais
Sindicais e mostraram ao Brasil que Temer não tem condições de governar o país por ter sido
delatado e agora investigado pelo Superior Tribunal Federal (STF) e por ser o maior
responsável pelo ataque aos direitos dos trabalhadores.
Em repressão à democracia, Temer convoca Exército para conter manifestantes - Por volta do
meio dia, a marcha deixou o Estádio Mané Garrincha e seguiu rumo ao Congresso Nacional de
forma pacífica e organizada, mas foi impedida pela Polícia Militar e Legislativa de ocupar o
gramado.
Mas, como sempre acontece em protestos organizados pelos trabalhadores brasileiros, a
Polícia agiu de forma repressora, tentando impedir o direito de manifestação de protestantes
de todo o país e os recebendo com balas de borracha e gás lacrimogêneo, atacando, inclusive,
crianças.
Aproveitando-se da confusão instalada pelo Estado e sob o mentiroso pretexto de manter a
ordem, o presidente ilegítimo convocou, através de decreto, que as Forças Armadas ocupem
Brasília por uma semana, reprimindo a democracia e declarando praticamente estado de sítio
na Capital Federal.
De acordo com o Ministério da Defesa, mais de 1,5 mil militares irão às ruas com o único
objetivo de conter trabalhadores que protestam de forma pacífica pela manutenção de seus
direitos e que pedem por novas eleições presidenciais, entre eles 200 fuzileiros navais.
Dia termina com 49 feridos e PM utilizou arma de fogo contra manifestantes – A truculência
policial resultou em 49 feridos – oito Policiais Militares e 41 manifestantes. Um manifestante
teve a mão dilacerada e perdeu três dedos enquanto participava de atos contra o governo
federal na Esplanada dos Ministérios. Vitor Rodrigues Fregulia foi socorrido ao Hospital de
Base de Brasília e ainda não há informações sobre seu estado de saúde.
Ainda durante os protestos, dois Policiais Militares sacaram armas de fogo: um atirou para
cima e outro em direção aos manifestantes enquanto dizia “bora recuar”. O comando da PM
informou que analisará as imagens da truculência de seus policiais.
Prédios que abrigam os Ministérios da Agricultura e da Cultura foram incendiados e, por conta
deste episódio, todos os ministérios foram evacuados. Não há registros de feridos.
Luta continua – A luta pelos direitos dos trabalhadores não acabou. A Central Única dos
Trabalhadores (CUT) e demais centrais continuarão a batalha pela defesa da democracia e se
reunirão para discutir a continuidade da luta e, caso as reformas continuem tramitando no
Congresso, uma nova greve geral – maior que a do dia 28 de abril – está prevista.