Mais de 200 mil pessoas protestam contra reformas e por Diretas Já! no “Ocupa Brasília”
Seg, 29 de Maio de 2017 09:35

Um mar de gente ocupou a Capital Federal na quarta-feira, dia 24 de maio. Mais de 200 mil pessoas reuniram-se numa só voz para lutar pela manutenção dos direitos trabalhistas, contra as reformas Trabalhista e da Previdência, pela convocação imediata de eleições diretas e a saída do presidente ilegítimo Michel Temer.

bancarios

Representantes do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região foram à Brasília onde juntaram-se às Centrais Sindicais e mostraram ao Brasil que Temer não tem condições de governar. Um presidente ilegítimo, delatado com apresentação de provas contundentes e, agora, investigado pelo Superior Tribunal Federal (STF), além de ser o responsável pelo maior ataque aos direitos dos trabalhadores em toda a história.

Após concentrarem-se no Estádio Mané Garrincha, os manifestantes seguiram rumo ao Congresso Nacional de forma pacífica e organizada, mas foi impedida de ocupar o gramado do Planalto pelas Polícia Militar e Legislativa, sendo recebidos com balas de borracha e gás lacrimogêneo e atacando, inclusive, crianças.

Acuado, Temer decretou o envio das Forças Armadas à Brasília para garantir a “ordem”. Foram mais de 1,5 mil militares enviados com o objetivo de conter trabalhadores, mas o revogou menos de 24 horas depois de sua assinatura por meio de uma edição extraordinária do “Diário Oficial da União”.

PM utilizou arma de fogo contra manifestantes – Num ato de crueldade e covardia, dois Policiais Militares sacaram suas armas de fogo e as utilizaram contra os trabalhadores: um atirou para cima e o outro em direção aos manifestantes. O comando da PM informou que analisará as imagens e a truculência de seus policiais.

Toda truculência resultou em 49 feridos. Um manifestante teve a mão dilacerada e perdeu três dedos enquanto participava dos atos contra o Governo Federal na Esplanada dos Ministérios. Vitor Rodrigues Fregulia passou por cirurgia e segue internado no Hospital de Base.  

Temer é denunciado à ONU – As atrocidades de Temer não passaram despercebidas. Na quinta-feira, dia 25 de maio, as deputadas federais Maria do Rosário (PT), Luiza Erundina (PSOL) e o deputado federal Paulão (PT) entregaram ao coordenador do Sistema das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Niki Fabiancic, um documento que relata violações de direitos humanos ocorridas no governo do presidente ilegítimo.

As repressões no ato em Brasília e o decreto que convocou o uso das Forças Armadas contra trabalhadores são o foco da carta-denúncia, assinada por parlamentares, artistas, entidades e sociedade civil, que pede à ONU que averigue os fatos relatados.

 

Luta continua – A luta pelos direitos dos trabalhadores não acabou. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais continuarão a batalha pela defesa da democracia e se reunirão para discutir a continuidade da luta e, caso as reformas continuem tramitando no Congresso, uma nova greve geral – maior que a do dia 28 de abril – está prevista.

Um mar de gente ocupou a
Capital Federal na quarta-feira,
dia 24 de maio. Mais de 200 mil
pessoas reuniram-se numa só voz
para lutar pela manutenção dos
direitos trabalhistas, contra as
reformas Trabalhista e da Previdência,
pela convocação imediata
de eleições diretas e a saída
do presidente ilegítimo Michel
Temer.
Representantes do Sindicato
dos Bancários de Guarulhos e
Região foram à Brasília onde
juntaram-se às Centrais Sindicais e
mostraram ao Brasil que Temer
não tem condições de governar.
Um presidente ilegítimo, delatado
com apresentação de provas
contundentes e, agora, investigado
pelo Superior Tribunal Federal
(STF), além de ser o responsável
pelo maior ataque aos direitos dos
trabalhadores em toda a história.
Após concentrarem-se no
Estádio Mané Garrincha, os
manifestantes seguiram rumo ao
Congresso Nacional de forma
pacífica e organizada, mas foi
impedida de ocupar o gramado do
Planalto pelas Polícia Militar e
Legislativa, sendo recebidos com
balas de borracha e gás lacrimogêneo
e atacando, inclusive,
crianças.
Acuado, Temer decretou o
envio das Forças Armadas à
Brasília para garantir a “ordem”.
Foram mais de 1,5 mil militares
enviados com o objetivo de conter
trabalhadores, mas o revogou
menos de 24 horas depois de sua
assinatura por meio de uma edição
extraordinária do “Diário Oficial
da União”.
PM utilizou arma de fogo
contra manifestantes – Num ato de
crueldade e covardia, dois Policiais
Militares sacaram suas armas de
fogo e as utilizaram contra os
trabalhadores: um atirou para
cima e o outro em direção aos
manifestantes. O comando da PM
informou que analisará as imagens
e a truculência de seus policiais.
Toda truculência resultou em
49 feridos. Um manifestante teve a
mão dilacerada e perdeu três
dedos enquanto participava dos
atos contra o Governo Federal na
Esplanada dos Ministérios. Vitor
Rodrigues Fregulia passou por
cirurgia e segue internado no
Hospital de Base.
Temer é denunciado à ONU –
As atrocidades de Temer não
passaram despercebidas. Na
quinta-feira, dia 25 de maio, as
deputadas federais Maria do
Rosário (PT), Luiza Erundina
(PSOL) e o deputado federal
Paulão (PT) entregaram ao
coordenador do Sistema das
Nações Unidas (ONU) no Brasil,
Niki Fabiancic, um documento
que relata violações de direitos
humanos ocorridas no governo do
presidente ilegítimo.
As repressões no ato em
Brasília e o decreto que convocou
o uso das Forças Armadas contra
trabalhadores são o foco da cartadenúncia,
assinada por parlamentares,
artistas, entidades e
sociedade civil, que pede à ONU
que averigue os fatos relatados.