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Banco do Brasil cede à pressão da greve e apresenta proposta com avanços

Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde. O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.

Assim, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17).

"Devemos fazer a análise do conjunto do resultado da campanha nacional. Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo", avalia Carlos Cordeiro, Coordenador do Comando Nacional.

 
Carta do BB é afronta aos funcionários

Direção do banco justifica que pelo bem de seus acionistas, “qualquer benefício significa aumento no dispêndio da empresa”

São Paulo - “É inviável pensar em reajustes com base em índices proporcionais ao crescimento do resultado”. O trecho integra correspondência enviada pelo diretor de relações com funcionários e entidades patrocinadas do Banco do Brasil, Carlos Eduardo Leal Neri, a todos os bancários da instituição financeira.

A carta, enviada aos trabalhadores na tarde de quinta 15, versa sobre o Acordo Coletivo 2011, aditivo à CCT negociada entre a federação dos bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários, onde também se admitia que “o resultado do Banco do Brasil no primeiro semestre deste ano foi realmente muito bom e sabemos que foi alcançado graças ao trabalho árduo da corporação como um todo”.

 
Protesto denuncia assédio moral na agência Trianon do BB em São Paulo

A falta de providências do Banco do Brasil para por fim ao constante assédio moral promovido pelo gestor da agência Trianon foi o motivo do protesto organizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo na última quarta-feira, dia 20, véspera do feriadão da Semana Santa.

De acordo com o funcionário do BB e dirigente sindical Hildo Montenegro, as denúncias dos trabalhadores estão sendo ignoradas pela direção do banco. "A situação ficou insustentável. Vale lembrar que, no final do ano passado, os bancários da agência chegaram a formalizar a denúncia junto ao departamento de Gestão de Pessoas, o Gepes, que não respondeu aos trabalhadores", afirma o dirigente.

O Sindicato apurou que já existem outras denúncias de perseguição e descomissionamento do mesmo gestor em outras agências.

"O Banco do Brasil assumiu o compromisso de combater a cultura do assédio, porém as denúncias levadas à Ouvidoria, primeira etapa para encaminhamento ao Comitê de Ética, não são formalizadas", reclama Hildo.

O Sindicato já solicitou reunião com a superintendência do banco com objetivo de acabar com o problema "Vamos continuar as manifestações não só para este caso, como para outras denuncias que chegam todos os dias, até que o banco solucione", reforça o dirigente sindical.

Fonte: Seeb São Paulo

 
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