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Cade aprova compra do Panamericano pelo BTG Pactual

A compra do banco Panamericano pelo BTG Pactual foi aprovada, ontem, por unanimidade, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça.

No julgamento, os conselheiros ressaltaram dois pontos centrais em relação às fusões e aquisições bancárias. Primeiro, o fato de o Judiciário ainda não ter um posicionamento final sobre a necessidade de o Cade julgar negócios no setor financeiro.

Há um debate, na Justiça, se esses negócios deveriam ser analisados apenas pelo Banco Central, pois os bancos temem que boatos de possíveis vetos do Cade possam levar os correntistas a sacar o seu dinheiro, levando a quebra de bancos sempre que houver fusões e aquisições polêmicas no setor. O segundo ponto foi a constatação de que o setor bancário ainda não está muito concentrado no país.

"Devido à inexistência de um posicionamento final do Judiciário, solicitei informações (aos bancos) sobre os serviços financeiros (que eles prestam)", afirmou o relator do processo, Olavo Chinaglia. "Ao fim, verifiquei que a operação não acarreta problemas concorrenciais", completou.

Chinaglia ressaltou que, ainda que o Cade considerasse a participação da Caixa como co-controladora do Panamericano, os níveis de concentração de mercado com a compra feita pelo BTG são de menos de 20% em vários serviços financeiros, como depósitos à vista.

O patamar de 20% é importante, pois é a partir dele que o órgão antitruste passa a verificar se uma fusão pode prejudicar outras empresas no mercado.


Fonte: Valor Econômico

 
BES assina acordo de combate ao assédio moral

São Paulo - O BES (Banco do Espírito Santo) confirmou oficialmente adesão ao Programa de Combate ao Assédio Moral. Nesta quinta-feira 14, os funcionários do banco foram informados da decisão, durante assembléia para aprovação do programa de resutados do banco realizada na sede do Sindicato.

O BES é o primeiro banco de investimento a assinar o acordo para a conquista da Campanha Nacional Unificada de 2010 que depende da adesão voluntária de cada instituição financeira para valer.

 
Documentário que ganhou Oscar mostra bastidores da crise financeira de 2008

fonte: Contraf

O longa-metragem Trabalho Interno, vencedor do Oscar na categoria documentário, é a mais completa e devastadora reportagem sobre as origens da crise financeira que explodiu em Wall Street em 2008. E por isso é um filme imperdível.

Dirigido pelo norte-americano Charles Ferguson e narrado pelo ator Matt Damon, Trabalho Interno (Inside Job no original em inglês) aponta as causas da crise na desregulamentação do sistema financeiro norte-americano iniciada no começo da década de 1980 por Ronald Reagan, e prosseguida em todos os governos posteriores, sejam republicanos (Bush pai e filho) ou democratas (Clinton). E não poupa nem Barack Obama, que em vez de tomar medidas duras para regulamentar o sistema e punir os responsáveis, nomeou como principais autoridades econômicas e financeiras de seu governo alguns dos personagens responsáveis pela crise, entre eles o presidente do FED (Ben Bernanke), o secretário do Tesouro (Timothy Geithner) e o assessor Larry Summers.

 
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