19° Conferência Nacional dos Bancários destaca o impacto da tecnologia sobre o emprego

Bancários definem planos de luta da categoria

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A 19° Conferência Nacional dos Bancários, que reuniu mais de 600 bancários e bancárias de todo o país em São Paulo no último final de semana de julho, destacou a adoção da tecnologia pelos bancos e como sua implantação afeta o emprego e o atendimento ao público.

Um claro exemplo de como o bancário tornou-se "descartável " para as instituições é que o atendimento presencial está, aos poucos, abrindo caminho para o atendimento online, inclusive com a possibilidade de abertura de contas através de aplicativos de celular.
A novidade agora é que os bancos estão implantando uma nova tecnologia - a 4.0 - com máquinas capazes de "aprender" mesmo que não sejam programadas para desempenhar certas funções, permitindo que façam previsões e corrijam erros sem a necessidade de intervenção humana.
Os banqueiros apostam em um novo modelo de banco, com a transformação de agências em bancos de dados, substituição de bancários e bancárias por trabalhadores terceirizados e precarização do emprego.

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Importância do Sindicato na luta - Impedir o avanço da tecnologia é tarefa impossível, mas fazer com que ela seja utilizada de maneira responsável, garantindo o emprego e o bom atendimento ao público é essencial.
É tarefa do Sindicato unir a categoria, alertar os mais jovens e buscar soluções e alternativas ao seu uso indiscriminado pelos gestores.

Defesa dos Bancos Públicos - A abertura da Conferência abordou a importância dos bancos públicos no desenvolvimento do país e em como as agências exercem o papel de investidoras da região onde estão localizadas.
Por este motivo, a luta para impedir a tentativa do governo de desconstruir o patrimônio do povo brasileiro é tão importante, já que o presidente ilegítimo, Michel Temer, pretende fechar agências, cortar funcionários através do PDV, aumentar as tarifas e deixá-las com o mesmo valor dos bancos privados e, então quando o banco perder seu valor, privatizá-los.

"A política é a mesma para todas as empresas públicas, enfraquecer para privatizar. Temos que pensar estratégias de enfrentamento, nos organizar e lutar", encerrou Maria Rita Serrano, conselheira de Administração da Caixa Econômica Federal.

Plano de lutas 

O balanço da Conferência não poderia ser mais positivo. O encontro selou a elaboração de um plano de lutas para a Campanha Nacional 2018, mas que será colocado em prática imediatamente.
Foram traçadas ações em defesa do emprego e dos direitos dos bancários e bancárias, dos bancos públicos, da democracia e do movimento sindical.
Além disso, moções contra o governo ilegítimo foram aprovadas, tais quais o repúdio à Reforma Trabalhista, sancionada por Michel Temer
Também foram aprovadas moções em favor de João Vaccari Neto e em apoio à Lula, este último por sua condenação fraudulenta e sem provas.